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Cases

Protagonismo sustentável

A Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) atua permanentemente na construção de políticas públicas sustentáveis e na divulgação de boas práticas ambientais adotadas pelas cooperativas brasileiras. O intuito é mostrar aos nossos cooperados diferentes maneiras de contribuir com o desenvolvimento econômico, sem deixar de lado o cuidado com o meio ambiente e com as pessoas.

O Sistema OCB foi uma das primeiras entidades de representação a divulgar aos seus associados as oportunidades do Protocolo de Kyoto — acordo internacional assinado em 1997 por 55 países, incluindo o Brasil, que se comprometeram a reduzir a emissão de gases do efeito estufa para deter o avanço do aquecimento global.

Desde então, as cooperativas brasileiras começaram a buscar alternativas de captação de recursos no mercado de crédito de carbono, em vigor desde a criação do Protocolo. O Sistema OCB promoveu, inclusive, seminários com especialistas da área para ampliar o volume de projetos de cooperativas.

Também colaboramos ativamente com a elaboração da Lei nº 12.187/2009 que trata da Política Nacional de Mudanças Climáticas, e do respectivo Plano Setorial de Mitigação e de Adaptação às Mudanças Climáticas para a Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura, em 2012. Na oportunidade, ficou clara a importância de práticas de produção como recuperação de pastagens, integração lavoura, pecuária e floresta, tratamento de dejetos animais e sistemas agroflorestais.

CÓDIGO FLORESTAL

Outra atuação decisiva do Sistema OCB em prol do meio ambiente aconteceu em 2012, durante os debates em torno da regulamentação do novo Código Florestal Brasileiro (Lei 12.651/2012). Em nome das cooperativas brasileiras, defendemos politicamente a necessidade de aliar produtividade com sustentabilidade, e a preservação do meio ambiente com a efetiva adoção de mecanismos de monitoramento das matas nativas, que se materializou no Cadastro Ambiental Rural.

Após a aprovação do novo Código Florestal, o desafio foi divulgar e informar o público cooperativista sobre a nova legislação e seus instrumentos. Para tanto, firmamos acordo de cooperação com o Ministério do Meio Ambiente (MMA). Técnicos do cooperativismo, do ministério e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) realizaram mais de 30 seminários por todo o território nacional e trabalharam na elaboração de publicações sobre o tema. A Casa do Cooperativismo também colaborou no aprimoramento do software do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e tem contribuído atualmente com o desenvolvimento do mecanismo de análise dinamizada do cadastro, que possibilitará a agilidade ao processo de regularização das propriedades rurais.

ENERGIA LIMPA COM A MARCA DA COOPERAÇÃO

O protagonismo do Sistema OCB no tema da geração de energia vai além dos processos produtivos naturais das cooperativas.

Graças à atuação da OCB junto a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) foi permitido que esses consumidores se organizassem em cooperativas para produzir sua própria energia, de maneira renovável e compensar o volume de energia produzido para a redução da conta de luz dos cooperados. Vale destacar: o cooperativismo foi o único modelo aceito pela ANEEL para realizar a atividade com pessoas físicas.

Tal oportunidade – a geração de energia por cooperativas no sistema de compensação – ampliou e diversificou a parceria entre o Sistema OCB e a DGRV (Organização das Cooperativas da Alemanha), que já era forte em prol do desenvolvimento das cooperativas de crédito brasileiras. Hoje, as duas instituições trabalham juntas para estimular a geração de energias renováveis nas cooperativas brasileiras.

PLANOS PARA O FUTURO – NEUTRALIDADE DE CARBONO

O Sistema OCB investiu cerca de R$ 1 milhão para capacitar 680 cooperados nos seguintes temas: regularização ambiental, Programa Agricultura de Baixo Carbono e Energias Renováveis.

A ativa participação do setor cooperativista junto ao Poder Público também ajuda no reconhecimento do nosso modelo de negócios como ferramenta para o desenvolvimento sustentável, capaz de ajudar o Brasil a cumprir sua vocação de protagonismo na geração de uma economia de baixo de carbono.

Para o futuro, pretendemos ampliar o protagonismo e, consequentemente, o reconhecimento do cooperativismo como ferramenta para o desenvolvimento sustentável, colaborando sempre para a edição de políticas públicas voltadas aos desafios para o alcance e a manutenção de uma economia neutra de carbono.